MONOCULTURA = destruição do clima

Mono-cultura é o uso da terra desmatada e usada para um só tipo de cultura.

 Desmatamento para monocultura

Secas e tempestades

O governo aprova e financia a conduta mais devastadora que um país pode sofrer para desestabilizar a sua sociedade e sua economia; incentiva o desmatamento.

O governo junto com os agricultores estão destruindo o clima e as melhores terras do Brasil.

O governo precisa entender das leis da natureza, assim irá saber que é impossível manter por muito tempo o modelo de produção por monocultura.  Primeiro, porque não irá ter chuvas regadoras e segundo, porque safras recordes raramente dão lucro e os produtores ficam descapitalizados.

A rotatividade de cultura poderia amenizar o problema, mas infelizmente o agricultor se equipa para produzir a cultura que tem o melhor preço no mercado. Se a soja mantiver um preço lucrativo, o agricultor vai plantá-la ininterruptamente, sem se importar com os clamores da terra, até o preço não ser mais conveniente ou o custo de produção inviabilizar o plantio.

A terra é um organismo vivo, com necessidades orgânicas naturais e, só continuará produzindo, se as leis da natureza forem respeitadas e atendidas.

       

Podem-se citar dois exemplos de terras exauridas pela industrialização intensiva do solo ocorridos no estado do Mato Grosso;

 

O primeiro: ocorreu com o pioneiro, maior plantador de soja do mundo, o Senhor destruidor Olacyr de Moraes do grupo Itamaraty. Empobreceu tanto a terra com a monocultura de soja que, quando parou de plantar e em fase falimentar, ofereceu suas terras ao governo para assentamentos, as quais foram rejeitadas pelo MST (Movimento dos Sem Terra) por estarem improdutivas.

 

O segundo: maior produtor de soja, o Senhor mega destruidor de terras e ex governador do estado de Mato Grosso, Blairo Maggi. Usou milhares de hectares no estado, plantando soja nos mesmos moldes de seu antecessor, mas como a cultura é muito exigente em nutrientes, em poucos anos, exauriu a camada orgânica e ficou caro continuar produzindo à base de adubação química e defensivos. Com mais poder do que o 1º mega plantador/destruidor, se mostrou mais “esperto”, quando os custos de produção se elevaram (onde havia a intensiva plantação de soja), mudou seu foco e aproveitou o embalo do momento para plantar cana-de-açúcar nas terras onde seria caro continuar plantando soja. Abriu novas frentes de plantação de soja no norte do estado de Mato Grosso, desmatando a floresta amazônica.

 

Continuar industrializando o solo é o mesmo que trabalhar para acabar com a economia e com o futuro do Brasil.

A monocultura é cara, e o produto produzido é pobre em nutrientes.

A alta produtividade agrícola já é a mais pura e enganadora ilusão.

 

Simplificando, pode-se entender que:

– o pequeno e médio agricultor já está em dificuldade ou falido e o grande produtor obtém lucro com os altos investimentos que faz em tecnologia e máquinas para ganhar na quantidade desprezando qualquer cuidado ou recuperação da terra, porque se for recuperá-la fica sem o que apura como  lucro.

É impossível continuar produzindo quantidades expressivas de alimentos com objetivo de reduzir o seu custo, e o que acontece é exatamente o contrário, quanto mais se produz mais aumentam os custos de produção.

Antes da industrialização da atividade agrícola se produzia muito mais, mantendo as qualidades nutritivas em muito menos área ao ser relevada as devidas proporções.

A única alternativa viável hoje seria agregar novos conhecimentos aos meios antigos de produção artesanal, dando mais ênfase às atividades agrícolas orgânicas e familiares.

 

 

One Response to MONOCULTURA = destruição do clima

  1. Célio Bordon disse:

    Bom Dia !
    O mais grave da monocultura é a implementação do “Circulo Vicioso da Pobreza”. Cito como exemplo o município de Igarapava, outrora um dos mais ricos do nordeste paulista, pela fertilidade de suas terras, situação geopolítica privilegiada, energia e água em abundância, proximidade com o maiores centros consumidores, etc. Produzia e exportava cereais, carne e leite, sendo considerado, na década de 80, a segunda maior bacia leiteira do Estado. Hoje, não produz nem mesmo leite para o próprio consumo.
    O índice de vulnerabilidade social é dos mais baixos do país. Hoje, para se iludir, o igarapavense está “assoviando e chupando cana”.
    Contribuiu demasiadamente para a carência psicosocioeconômica da região a conquista, por parte dos herdeiros das Usinas Junqueira, o título de entidade filantrópica, sob o nome de Fundação de Assistência Social Sinhá Junqueira, aliás, a única empresa brasileira com finalidade lucrativa a gozar de tal condição. Pior, os vários cargos de diretores são vitalícios e hereditários.
    O assalto, com benesses políticas e oficiais, proliferou de tal forma que a região está gessada, envolvida por 05 usinas de açúcar e álcool, dirigidas impiedosamente por capitalistas nacionais e estrangeiros, mantendo a dependência política e econômica da população regional, tratando seus cidadãos como meros instrumentos de trabalho e consumo.
    Att,
    Célio

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